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Sete cursos de medicina podem ser cancelados ou sofrer redução de vagas

"MEC instaurou processos administrativos em instituições.
Universidades têm 15 dias para apresentar defesa."


Sete cursos de medicina correm o risco de encerramento ou redução de vagas após processos administrativos instaurados pela Secretaria de Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC).
 A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União e publicada após "a verificação de não cumprimento de medidas de saneamento determinadas" pelo governo, informa o MEC.As instituições que oferecem os cursos terão 15 dias para apresentar defesa antes da decisão final.
 De acordo com a publicação oficial, passarão pelas avaliações os cursos da Universidade Iguaçu (Unig), campi Nova Iguaçu e Itaperuna; Centro Universitário Volta Redonda (Unifoa), Universidade Severino Sombra (USS), em Vassouras (RJ); Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e Universidade de Marília (Unimar), em São Paulo; e Faculdade de Medicina do Planalto Central, em Brasília.
 O curso que pode ter a oferta de vagas suspensa é o da Universidade Iguaçu, no campus de Nova Iguaçu (RJ). Segundo o MEC, após prazo de dois semestres para o cumprimento de medidas, a instituição não promoveu as melhorias necessárias.

Outras instituições
De acordo com o reitor da Unig, Julio Cesar da Silva, a universidade ainda não recebeu a notificação. "Assim que recebê-la, ficaremos cientes de quais são os pontos a serem alterados. E vamos acatar", afirma. De acordo com o reitor, o curso passa por processos de supervisão desde 2008, o que é praxe, afirmou.
 Por meio da assessoria de imprensa, a Unifoa afirmou que ainda não foi notificada oficialmente. Em cima das pendências que forem apontadas nessa notificação oficial, formulará defesa, considerando que entende que cumpriu todos os termos de saneamento solicitados pelo MEC. O curso de Medicina da Unifoa tem 41 anos e cerca de 600 alunos.
 Também por meio de nota, a Unaerp afirmou que recebe com tranquilidade a notícia sobre o prosseguimento do processo de avaliação do curso de medicina. Afirmou ainda acreditar que o resultado final do processo de avaliação do MEC será a confirmação da qualidade do curso. A universidade afirmou também que confia na excelência do curso, que, anteriormente, ao boicote dos alunos no Enade 2007, havia sido avaliado com conceito 4 em uma escala de 1 a 5.
 Até o início da tarde, a Faculdade de Medicina do Planalto Central ainda não havia recebido a notificação.
 De acordo com a assessoria de marketing da USS, a universidade aguardará os 15 dias que tem para se manifestar e aguardará a nota técnica do MEC com a decisão integral da portaria. De acordo com a assessoria, "a portaria afirma que cumprimos parcialmente as medidas saneadoras, embora desconheçamos ainda o que foi e o que não foi cumprido".
 O site oficial da universidade comemora a liberação do processo seletivo do curso de medicina. “A USS tem o prazer de compartilhar com seu corpo discente, docente e colaboradores a liberação do processo seletivo para o Curso de Medicina. Aos interessados que sempre acreditaram nas atividades do curso, solicitamos que aguardem a publicação de Edital", diz o site.
 A Unimar afirmou que não recebeu relatório de avaliação do MEC com as possíveis reprovações detectadas na última visita ao campus, nos dias 11, 12 e 13 de março deste ano. Segundo a universidade, a coordenação do curso de medicina disse que deverá ter acesso ao relatório até sexta-feira, quando poderá esclarecer dúvidas.

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1560502-5604,00-SETE+CURSOS+DE+MEDICINA+PODEM+SER+CANCELADOS+OU+SOFRER+REDUCAO+DE+VAGAS.html

Remédio para paciente com aids está em falta no País

"Genérico Abacavir é usado por cerca de 3,7 mil pacientes com a doença.
Governo diz que fabricante não apresentou documentos necessários."


O abacavir, medicamento usado por cerca de 3,7 mil pacientes com aids, está em falta no Brasil. O problema teve início em dezembro, quando o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais informou ter havido dificuldade na aquisição do medicamento. Naquela época, o programa aconselhou que médicos substituíssem temporariamente a indicação do remédio até que a situação se normalizasse - o que estava previsto para fevereiro.
"Nem todos os médicos e pacientes aceitaram fazer a substituição, por considerá-la inadequada. O problema também não foi resolvido no prazo previsto e agora a situação é esta: em todo o País encontramos casos de pacientes sem remédio", afirmou o presidente do Forum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro. O fórum recomendou aos pacientes que procurassem a Justiça.
A diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariangela Simão, admitiu que a falta do medicamento é lamentável. Ela informou que o desabastecimento é fruto de um problema na apresentação de documentos pela empresa fornecedora do genérico, a indiana Aurobindo.
A empresa já havia fornecido o medicamento, mas, dessa vez, documentos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não foram apresentados no tempo correto. A expectativa, disse a diretora, é de que o remédio chegue ao País até dia 20 de abril. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

Mais 5 estados aderem à ação contra a reforma da saúde nos EUA, diz Flórida

"Treze estados já haviam recorrido contra mudanças propostas por Obama.
Governo federal afirmou que recurso não terá sucesso."


 Mais cinco estados vão aderir ao grupo que está contestando judicialmente a reforma na saúde nos EUA, informou nesta quarta-feira (7) o procurador-geral da Flórida.
 "Damos boas vindas a Indiana, Dakota do Norte, Mississippi, Nevada e Arizona", disse Bill McCollum.
 A ação havia sido iniciada por 13 estados em 23 de março, minutos depois de o presidente Barack Obama sancioná-la.
O processo argumenta que a reforma viola os direitos e a soberania dos estados, garantidos pela Constituição dos Estados Unidos.
Na época, a Casa Branca afirmou que a ação não seria bem-sucedida.
O processo diz que a lei -- que amplia o plano de saúde do governo para os pobres, impõe novos impostos sobre os ricos e requer que seguradoras cubram pessoas com doenças pré-existentes -- viola a cláusula comercial da Constituição ao exigir que quase todos os norte-americanos possuam um seguro de saúde.
Autoridades estaduais também disseram que a proposta de lei assinada por Obama pouco depois do meio-dia contrariava a Décima Emenda da Constituição dos EUA, que diz: "Poderes não delegados aos Estados Unidos pela Constituição, nem proibidos por ela aos Estados, são reservados aos Estados."
Além de McCollum, os procuradores-gerais da Carolina do Sul, Nebrasca, Texas, Utah, Alabama, Colorado, Michigan, Pensilvânia, Washington, Idaho e Dakota do Sul aderiram ao processo, segundo comunicado do governo da Flórida.
James Caldwell, procurador-geral democrata de Louisiana, também defendeu a causa. Esperava-se que o procurador-geral republicano de Virgínia abrisse um processo separado contra a lei aprovada pelo Congresso, majoritariamente democrata.

Bebê gordinho pode não ser tão fofo assim, afirmam cientistas

"Porcentagem de crianças entre 2 e 5 anos que são obesas cresceu 150%.
Ideia de que bebê grande é saudável deve ser repensada, diz médica."


As escolas já proíbem salgadinhos, emitem boletins de obesidade e reservam espaço nas cantinas para saladas. Recentemente, a campanha da primeira-dama americana Michelle Obama para acabar com a obesidade infantil prometeu reformular o almoço das escolas e colocar os jovens para se mexer. Fabricantes de bebidas afirmaram ter reduzido em quase 90% o alto número de calorias fornecidas às escolas nos últimos cinco anos.
No entanto, uma nova pesquisa sugere que intervenções direcionadas a crianças em idade escolar podem ser tardias.
 Cada vez mais evidências apontam para eventos muito cedo na vida – quando a criança ainda é pequena, bebê e até mesmo antes do nascimento, no útero da mãe – que podem colocar os pequenos numa trajetória em direção à obesidade muito difícil de ser alterada quando chegam ao jardim de infância. A evidência não é extremamente sólida, mas sugere que esforços preventivos devem começar mais cedo.
 Algumas intervenções precoces já são amplamente praticadas. Médicos recomendam que mulheres acima do peso percam peso antes da gravidez, em vez de depois, para reduzir o risco de obesidade e diabetes no filho; a amamentação também é recomendada para diminuir o risco de obesidade.
 Porém, restrições de peso ou dieta em crianças pequenas têm sido evitadas. “Antes, era um tabu classificar uma criança com menos de 5 anos como acima do peso ou obesa, mesmo que a criança o fosse”, diz Elsie Taveras, da Faculdade de Medicina de Harvard, principal autora de um artigo recente sobre disparidades raciais em fatores de risco precoces. “A ideia era que isso estigmatizava demais a criança.”
 A nova evidência “questiona se nossas diretrizes nos últimos dez anos foram suficientes”, diz Elsie. “Não que estivéssemos errados – obviamente, é importante melhorar o acesso a alimentos saudáveis em escolas e aumentar os exercícios físicos. Mas isso pode não ser suficiente.” Grande parte da evidência vem de um estudo incomum de longo prazo de Harvard, liderado por Matthew Gillman, que tem acompanhado mais de 2 mil mulheres e bebês desde o estágio inicial da gravidez.
 Assim como as crianças e os adolescentes, os bebês e as criancinhas pequenas estão engordando. Uma em cada dez crianças com menos de 2 anos de idade está acima do peso. A porcentagem de crianças entre 2 e 5 anos que são obesas aumentou de 5% em 1980 para 12,4% em 2006.

Efeitos duradouros
No final do ano passado, um comitê de estudo do Instituto de Medicina foi encarregado, pela primeira vez, de desenvolver recomendações de prevenção à obesidade especificamente para o grupo de crianças de 0 a 5 anos. O relatório, que deverá sair em 18 meses, analisará o papel do sono e dos primeiros padrões de alimentação, assim como a atividade física.
 “Todo mundo tem apontado para esse primeiro período, afirmando que aparentemente ocorre algo ali que tem efeitos duradouros na vida da criança”, afirma Leann Birch, diretora do Centro para a Pesquisa de Obesidade Infantil da Universidade Estadual da Pensilvânia e líder do comitê.
 Cientistas como Leann temem o que se chama de mudanças epigênicas. Os genes herdados da mãe e do pai podem ser ativados e desativados, e a força de seus efeitos pode ser mudada por condições ambientais nas primeiras fases do desenvolvimento. Muitos médicos estão preocupados com mulheres obesas e pouco saudáveis antes da gravidez porque o útero da mãe é o primeiro ambiente do bebê.

Ponto de saciedade reconfigurado
Um dos estudos mais convincentes sobre a relação entre diabetes gestacional na mãe e diabetes no filho foi realizado quase dez anos atrás com índios pima, da América do Norte. Irmãos nascidos depois que a mãe desenvolveu diabetes tipo 2 tiveram um IMC (índice de massa corpórea) mais alto durante toda a infância e tiveram quase quatro vezes mais probabilidade de desenvolver diabetes, em comparação a irmãos nascidos antes do diagnóstico.
 “O ambiente intrauterino de uma mulher com diabetes nutre em excesso o feto”, diz a principal autora do estudo, Dana Dabelea, epidemiologista da Faculdade de Saúde Pública do Colorado. Ela acrescenta que isso “reconfigura o ponto de saciedade do filho e o predispõe a comer mais”.
 Especialistas afirmam que a mudança pode exigir o abandono de alguns valores culturais. “A ideia de que um bebê grande é saudável, a ideia de que um bebê que chora provavelmente está com fome e deve ser alimentado, são coisas que precisamos repensar”, desafia Leann.


Exercícios na gravidez geram bebês mais magros, diz estudo

Mães podem melhorar saúde futura de crianças com atividades leves regulares.

Grávidas que praticam exercícios leves durante a gestação podem melhorar a saúde futura da criança ao gerar bebês menos gordos, segundo estudo realizado conjuntamente por médicos americanos e neozelandeses e divulgado na edição de março da publicação científica "Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism".
 Uma redução modesta no peso do recém-nascido pode trazer benefícios a longo prazo para a saúde da criança
Os pesquisadores das universidades de Auckland e do norte do Arizona analisaram 84 mulheres que passavam por suas primeiras gestações.
Eles pediram para que metade delas se exercitasse semanalmente por 40 minutos em bicicletas, até a 36ª semana de gravidez.
Em média, as mulheres que se exercitaram geraram crianças um pouco mais leves do que as de mães que não se exercitaram.
 
Chances maiores
Os pesquisadores disseram que o exercício não influenciou no tamanho dos bebês, apenas reduziu sua quantidade de gordura.
A prática também não interferiu na reação das mães ao hormônio insulina, um mecanismo necessário na gravidez para assegurar que o feto seja alimentado adequadamente.
"Levando em conta que um peso maior ao nascimento é associado com maior risco de obesidade, uma redução modesta no peso do recém-nascido pode trazer benefícios a longo prazo para a saúde da criança", disse Paul Hofman, médico que liderou a pesquisa.
O estudo se soma a evidências cada vez maiores de que o metabolismo de uma criaça no futuro é influenciado pelo seu ambiente na placenta e que bebês mais pesados em relação à sua altura têm chances maiores de tornarem-se obesos.
Muitos médicos recomendam que as grávidas não se alimentem em demasia e pratiquem exercícios leves regularmente.

Anvisa proíbe no Brasil implantes de silicone que se rompem com facilidade

"Quem usa essas próteses deve procurar médico, diz agência.
Na semana passada, produtos foram proibidos na França."


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o comércio de próteses de silicone da marca Poly Implant Prothese (PIP) em todo o território nacional. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (5), a agência informa que a decisão foi tomada após um alerta Agência Francesa de Saúde, que detectou um aumento no número de casos de rompimento das próteses desse fabricante. 
 Na última quarta-feira (30), as autoridades de saúde francesas recolheram próteses da PIP do mercado alegando que elas eram feitas de um tipo de silicone fora da especificação recomendada, e que isso estaria causando o rompimento precoce da cápsula que envolve o produto.
No Brasil, os dois produtos suspensos são o Implante Mamário Preenchido de Gel de Alta Rotação Coesividade e o Implante Mamário Preenchido de Gel de Alta Coesividade.
Segundo o aviso publicado pela Anvisa, quem usa esses dois produtos não precisa substituí-los imediatamente. “Não existem razões que justifiquem a remoção e substituição preventivas dessas próteses, a não ser que uma ruptura efetiva seja identificada.”
A agência também informa que as pessoas que utilizam implantes da PIP devem visitar seu médico para saber se são necessários exames para verificar as condições da prótese, já que seu rompimento só pode ser verificado por meio de exames clínicos.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1557531-5603,00-ANVISA+PROIBE+NO+BRASIL+IMPLANTES+DE+SILICONE+QUE+SE+ROMPEM+COM+FACILIDADE.html

Pesquisadores americanos descobrem vírus 'invisível'

"Citomegalovirus está difundido entre população e geralmente é inofensivo.
Ele pode ser perigoso quando sistema imunológico está debilitado."


Pesquisadores americanos descobriram um vírus "invisível", chamado "citomegalovirus", capaz de neutralizar os sistemas de alerta imunitário, revela um estudo publicado nesta quinta-feira.
O "citomegalovirus" está amplamente difundido entre a população e geralmente é inofensivo, mas ameaça as pessoas com sistema imunológico debilitado, o que pode ser fatal.
"O citomegalovirus pertence a um pequeno grupo de vírus capazes de reinfectar indivíduos já infectados" pelo mesmo vírus, explica o doutor Louis Picker, do Centro Nacional de Pesquisa dos Primatas, no Oregon (OHSU), e principal autor do trabalho que será publicado na revista americana "Science" em 2 de abril.
"Quando a maior parte dos vírus infecta um indivíduo, seu sistema imunológico memoriza a infecção e desenvolve imunidade, como no caso da varíola, da gripe e de várias outras doenças virais".
É também a razão pela qual as cepas debilitadas ou mortas destes vírus permitem elaborar vacinas contra estes patógenos, explica Picker. Mas no caso do citomegalovirus, o sistema imunitário não desenvolve anticorpos, o que lhe permite voltar a infectar a mesma pessoa.
Estudos realizados na OHSU com primatas infectados pelo citomegalovirus mostraram que este vírus é capaz de enganar um mecanismo chave de alerta do sistema imunitário que aciona os linfócitos T, glóbulos brancos que destroem as células infectadas.
As células infectadas têm pequenas moléculas em sua superfície que assinalam a infecção ao linfócito T, mas os citomegalovirus enganam este sistema de alerta produzindo genes que perturbam estas moléculas e neutralizam o alarme sobre o ataque à célula, destaca a pesquisa.
Os citomegalovirus infectam entre 50 e 80% da população americana até os 40 anos.


http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1554376-5603,00-PESQUISADORES+AMERICANOS+DESCOBREM+VIRUS+INVISIVEL.html

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