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Tuberculose resistente a drogas ainda causa índices mortais

"Variação da doença exige remédios de US$ 5 mil para ser tratada.
Em regiões da Rússia, um quarto dos casos é dessa modalidade."


A tuberculose resistente a medicamentos matou cerca de 15 mil pessoas em 2008. Metade dos casos do mundo ocorreu na China e na Índia, como afirmou a Organização Mundial da Saúde em relatório divulgado na semana passada.
Ninguém sabe o número exato de casos dos dois tipos de tuberculose resistente a drogas, chamada de MDR e XDR (“multi-drug-resistant” e “extensively drug-resistant”).
Alguns lugares, como Peru e Hong Kong, têm combatido a doença de forma eficaz, assim como o fez a cidade de Nova York no início da década de 1990. Partes da Sibéria também conseguiram alguns avanços, mas em outra região da Rússia mais de um quarto de todos os casos de tuberculose é da modalidade resistente a drogas. Na África, uma ampla maioria de casos provavelmente não foi diagnosticada, afirmou o relatório.
Até mesmo a tuberculose normal leva seis meses para ser curada sem um coquetel de quatro antibióticos. No entanto, as drogas custam apenas 20 dólares e são relativamente fáceis de tomar. As formas de tuberculose resistentes a medicamentos podem levar dois anos para serem curadas e exigem drogas perigosamente tóxicas que custam cinco mil dólares ou mais por pessoa.
Essas formas da doença geralmente emergem quando autoridades de saúde pública não conseguem garantir que pacientes com a tuberculose comum tomem seus medicamentos diariamente.

“Não há substituto para o controle da tuberculose básica”, disse Dr. Neil Schluger, diretor científico da World Lung Foundation. “Podemos ter caído numa sensação falsa de segurança, pois tem havido muitas novas verbas para pesquisa. As pessoas acham que um cientista vai para um laboratório e tira um coelho da cartola. Mas nada capaz de mudar o mundo acontecerá nos próximos anos”.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1547608-5603,00-TUBERCULOSE+RESISTENTE+A+DROGAS+AINDA+CAUSA+INDICES+MORTAIS.html

Contra o aquecimento global, 72 cidades brasileiras apagam as luzes

"Evento criado pela rede WWF terá a participação de 19 capitais.
Na Amazônia, Mercado Ver-o-Peso e Teatro Amazonas devem se apagar."


Para manifestar sua preocupação com o aquecimento global, 72 cidades brasileiras - entre as quais 19 capitais - apagarão as luzes de seus principais pontos turísticos neste sábado (27). O ato faz parte da campanha “Hora do Planeta”, organizada pela rede de ONGs WWF, em que pessoas, governos e empresas apagarão as luzes das 20h30 às 21h30 (horário de Brasília) contra as mudanças climáticas.
A "Hora do Planeta" surgiu em 2007 na Austrália e terá este ano 125 países participando.

A iniciativa costuma mobilizar governos a apagarem as luzes de monumentos importantes, como a Torre Eiffel, na França, a Times Square, em Nova York, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
 Os estados da Amazônia Legal também vão aderir, deixando às escuras alguns cartões-postais que são referência na região, como o Mercado Ver-o-Peso, em Belém.
 A demanda por energia vem crescendo a cada ano nesta parte do país. Em 2008, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética, só a região Norte consumiu 23.873 GW / hora de energia. Os estados do Maranhão e de Mato Grosso, que compõem a Amazônia Legal, consumiram juntos 16.190 GW / hora de energia no mesmo ano.
 No Rio de Janeiro, primeira cidade a aderir, acontece o evento oficial da "Hora do Planeta 2010", no Jardim Botânico. São Paulo, Brasília, Recife, Salvador e Porto Alegre também estão entre as participantes
Abaixo, conheça a programação da Hora do Planeta para a Amazônia Legal, segundo informações do site do evento.

Manaus: Os parques Ponto dos Bilhares e Lagoa do Japiim terão as luzes apagadas. Haverá shows com os grupos Imbaúba e Pássaros da Amazônia, no Centro Universitário Luterano de Manaus. Após os shows, a multidão irá até a Lagoa do Japiim, a pé ou de bicicleta.
 No interior do estado, a Universidade do Estado do Amazonas está mobilizando seus campi em 24 municípios. Em Itapiranga, haverá uma procissão à luz de velas. Em São Sebastião, os jovens farão uma vigília na igreja adventista do município. Em Barcelos, a Hora do Planeta será na escadaria de uma igreja às margens do Rio Negro. Em Coari, haverá apresentação musical.

Belém: As luzes serão apagadas no Mercado São Brás e no Ver-o-Peso. Alguns hotéis e restaurantes na capital do Pará também preparam programação especial.

Palmas: As luzes do Espaço Cultural serão apagadas na capital do Tocantins.

São Luís: Ficam no escuro o Palácio La Ravardiere (sede da prefeitura), o Memorial Maria Aragão, a Igreja dos Remédios, a sereia da praça Dom Pedro II e o monumento da praça Gonçalves Dias.

Cuiabá: O Palácio Dante Martins de Oliveira, a praça Rachid Jaudy, o Museu do Morro da Caixa d’Água Velha e o Centro Geodésico da América do Sul terão as luzes apagadas.

Rio Branco: Participam o Horto Florestal e o Palácio Rio Branco. Alguns restaurantes também vão aderir ao evento.
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Remédio que 'cura' câncer ainda está longe das farmácias, diz pesquisadora.

"Cientistas descobriram como desativar gene que reproduz células tumorais.
Mas ainda há longo caminho para transformar achado em remédio."

Na última semana, cientistas da Harvard Medical School, nos EUA, mostraram ao mundo que encontraram o caminho para envelhecer e matar células do câncer apenas com a desativação de um gene – sem o uso de remédios fortes, como  quimioterápicos, evitando efeitos colaterais já tão conhecidos no tratamento de tumores.

A pesquisa, feita em camundongos e em estágio inicial em humanos, trouxe ansiedade para a uma possível cura do câncer, mas especialistas explicam que não é tão simples fazer uma descoberta se transformar em remédios.
“É um processo de longo prazo. É bem provável que demore anos”, conta a bióloga brasileira Luciana Andrade, que pesquisa células cancerígenas em seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA.
Segundo Andrade, a descoberta de Harvard é importante, pois os cientistas conseguiram descobrir um “ponto fraco” das células cancerígenas, e agora abrem caminho para possíveis remédios que agem exclusivamente contra os tumores, praticamente sem efeitos colaterais.
A bióloga adverte, contudo, que os testes foram feitos em animais, e apenas para o câncer de próstata. Em outros tipos de câncer, o efeito da desativação do gene Skp2, como foi feito em Harvard, poderia ter outro efeito. “Cada órgão do corpo humano pode originar um tumor diferente”, conta a pesquisadora.
 
Tumor paralisado
O “desligamento” do gene Skp2, segundo a pesquisa divulgada na semana passada, faria com que as células dos tumores parassem de se reproduzir, impedindo que o câncer crescesse ou se espalhasse para outros órgãos – processo conhecido como metástase, que muitas vezes transforma o câncer em doença incurável. “O que mata é a metástase”, conta Luciana.
Superada a etapa de barrar a reprodução das células, ainda sobra um desafio para os médicos: o que fazer com um tumor maligno paralisado? “Ela [a célula cancerígena] pode ser removida pelo sistema imune ou não, ela pode morrer ou não. Ainda não se sabe dizer como isso ocorre. Mas conseguir controlar o crescimento de um tumor já é um tremendo avanço”, afirma a bióloga.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1545194-5603,00-REMEDIO+QUE+CURA+CANCER+AINDA+ESTA+LONGE+DAS+FARMACIAS+DIZ+PESQUISADORA.html

Menina com 50% do cérebro surpreende médicos

"Com 9 anos de idade, Cameron Mott teve alta 4 semanas após cirurgia.
Hemisferectomia foi feita por neurologistas da Universidade Johns Hopkins."


    Ela teve quase 50% do cérebro removido por ordem médica, e não só sobreviveu como já faz planos para o futuro.
A recuperação de Cameron Mott, de 9 anos de idade, surpreendeu médicos e familiares.
    A doença, um gravíssimo quadro degenerativo chamado síndrome de Rasmussen, vinha corroendo o lado direito de seu cérebro havia seis anos.
    A lenta destruição causava convulsões violentas que, na opinião médica, só poderiam ser evitadas por meio da pura e simples remoção de metade do cérebro de Cameron.
 O caso foi publicado no site do jornal britânico "Daily Mail", entre outros veículos.
 Segundo a reportagem, contrariando a literatura médica, a menina já consegue correr e brincar.
 As únicas sequelas foram uma “pequena debilidade” nos movimentos e a perda da visão periférica.
 Ela teve alta do hospital da Universidade Johns Hopkins quatro semanas depois da hemisferectomia (a extirpação cirúrgica de um hemisfério cerebral) e encerrou há pouco a fisioterapia.
 E já avisou aos pais que deseja ser bailarina.
 Segundo os neurologistas da Johns Hopkins, a recuperação de Cameron ilustra uma situação raríssima em que o cérebro promove uma "reconfiguração".
 Um caso semelhante, noticiado com alarde em outubro do ano passado, é o da americana Michelle Mack , de 37 anos. Nascida com metade do cérebro, Michelle fala normalmente.
 O lado direito de seu cérebro também se “reconfigurou” para assumir também as funções típicas do lado esquerdo.
 À época, Jordan Grafman, chefe da Seção de Neurociência Cognitiva dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos EUA, explicou o que alguns já qualificavam de milagre: o cérebro de Michelle se reconfigurou, assumindo tarefas do hemisfério inoperante.
 Em seu caso, porém, as sequelas foram mais significativas: ela tem dificuldades na compreensão de conceitos abstratos e se perde facilmente em lugares com os quais não tem familiaridade.

FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1546377-5603,00-MENINA+COM+DO+CEREBRO+SURPREENDE+MEDICOS+E+JA+FALA+EM+VIRAR+BAILARINA.html

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Australiano com sangue raro já salvou 2,2 milhões de bebês

Seu plasma sanguíneo é usado na criação de uma vacina aplicada em mães para evitar que seus bebês sofram da doença de Rhesus, também conhecida como doença hemolítica ou eritroblastose fetal.
A doença causa incompatibilidade entre o feto e a mãe. A doença acontece quando o sangue da mãe é Rh- e, o do bebê é Rh+. Após uma primeira gravidez nestas condições ou após ter recebido uma transfusão contendo sangue Rh+, a mãe cria anticorpos que passam a atacar o sangue do bebê.
Vacina Anti-D previne a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh-positivos em pessoas Rh-negativas
O sangue de Harrison, de 74 anos, no entanto, é capaz de tratar essa condição mesmo depois do nascimento da criança, prevenindo a doença.
Após as primeiras doações à Cruz Vermelha australiana, descobriu-se a qualidade especial do sangue de Harrison. Foi quando ele ganhou o apelido de "o homem com o braço de ouro".
"Nunca pensei em parar de doar", disse Harrison à mídia local. Em mais de uma década, ele fez 984 doações de sangue e deve chegar a de número mil ainda nesse ano.
Harrison se tornou voluntário de pesquisas e testes que resultaram no desenvolvimento de uma vacina conhecida como Anti-D, que previne a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh-positivos em pessoas Rh-negativas.
Antes da vacina Anti-D, Rhesus era a causa de morte e de danos cerebrais de milhares de recém-nascidos na Austrália.
Aos 14 anos de idade, Harrison teve de passar por uma cirurgia no peito e precisou de quase 14 litros de sangue para sobreviver. A experiência foi o que o levou, ao completar 18 anos de idade, a passar a doar com constância o próprio sangue.
Seu sangue foi considerado tão especial que o australiano recebeu um seguro de vida no valor de um milhão de dólares australianos, o equivalente a R$ 1,8 milhão.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1541164-5603,00-AUSTRALIANO+COM+SANGUE+RARO+JA+SALVOU+MAIS+DE+MILHOES+DE+BEBES.html

Psiquiatra defende que melancolia volte a ser classificada como doença

O psiquiatra Gordon Parker, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, defende o retorno da melancolia à classificação de “grave transtorno de humor”. Banido do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais na década de 1980, o problema é muitas vezes confundido como uma característica de uma depressão maior.
Parker está liderando um esforço internacional com mais 18 especialistas de cinco países para que a próxima edição do manual de diagnóstico seja alterada: “Acreditamos que a melancolia é um diagnóstico separado, uma condição que requer tratamento separado, completamente diferente da maioria dos quadros depressivos.”
Para o especialista, a melancolia é uma doença grave, porque está completamente alheia às circunstâncias. Seus portadores simplesmente não conseguem ter “alto astral”. Segundo os pesquisadores que defendem a retomada da melancolia como desordem mental, existem hoje muitas pessoas que recebem o tratamento errado para o problema. Segundo essa visão, tratar um paciente melancólico com psicoterapia ou aconselhamento não ajuda muito, levando a maiores taxas de suicídio.

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